Avaliações

GMFM (Gross Motor Function Measure)

Idade:

É uma escala de avaliação mundialmente utilizada em pesquisas e na prática clínica para quantificar as habilidades motoras grossas de pacientes com paralisia cerebral.

Além disso, o GMFM serve como base para o planejamento e execução do tratamento da fisioterapia e da Terapia Ocupacional. Esta escala possui duas versões, o GMFM-66 e o GMFM-88, ambas são divididas em cinco dimensões: Deitar e rolar; sentar; engatinhar e ajoelhar; em pé e andar; correr e pular. A literatura atual demonstra que a escala pode ser utilizada por pacientes de até 18 anos de idade, sendo que todos os itens avaliados devem ser integrados por crianças sem alterações neurológicas até os cinco anos de idade.

 
FM Qualitativo

O FM qualitativo é um instrumento observacional usado na avaliação da qualidade de movimento em crianças com paralisia cerebral. É uma nova versão do GMPM, projetada especificamente para crianças com mais de 4 anos que estão nos níveis I, II e III do GMFCS, e centra-se na qualidade do movimento relacionada a habilidades ambulatoriais. O FM Qualitativo é classificado a partir de um vídeo de desempenho da criança dos itens do GMFM: Em pé e Caminhar/Correr/Saltar. Tal como acontece com o GMPM, o propósito principal do FM Qualitativo é avaliar a mudança ao longo do tempo em características, ou atributos, qualitativos específicos do comportamento motor grosso.

O grupo de pesquisa do FM Qualitativo (liderado pelo Dr. Peter Rosenbaum e pela Dra. Virginia Wright) está concluindo o trabalho de validação e a FM Qualitativo está atualmente disponível para uso em pesquisa clínica, com planos em andamento para a implementação no uso clínico. O treinamento para certificação é necessário antes do uso da FM Qualitativo.

A FM Qualitativo é uma medida da qualidade do movimento (alinhamento, deslocamento de peso, coordenação, movimentos dissociados e estabilidade) e é usado para avaliar a mudança na qualidade do movimento ao longo do tempo, ou mediante intervenção, em crianças com paralisia cerebral até os 12 anos de idade.

O FM Qualitativo passou por um extenso desenvolvimento para expandir a mensuração e torná-lo mais acessível para aplicações clínicas e de pesquisa.

 
MIF

A Medida de Independência Funcional (MIF) é um instrumento de avaliação da incapacidade de pacientes com restrições funcionais de origem variada. Seu objetivo é avaliar de forma quantitativa a carga de cuidados demandada por uma pessoa para a realização de uma série de tarefas motoras e cognitivas de vida diária.

Entre as atividades avaliadas estão os auto cuidados, transferências, locomoção, controle esfincteriano, comunicação e cognição social, que inclui memória, interação social e resolução de problemas.

 
PEDI (Pediatric Evaluation of Disability Inventory)

Idade:

O PEDI também é uma escala de avaliação utilizada mundialmente em pesquisas e na prática clínica. Ela quantifica as habilidades da criança relacionadas à suas atividades de vida diárias. Esta escala é dividida em três partes:

  • Habilidades funcionais;
  • Assistência do cuidador;
  • Modificações no ambiente.

Dispõe de dois escores, o normativo e o contínuo. O escore normativo é relacionado ao desempenho esperado por crianças de mesma faixa etária com desenvolvimento normal. O escore contínuo fornece informações sobre o nível de capacidade da criança, o qual não leva em consideração a faixa etária.

 

Avaliação do Desenvolvimento

A avaliação do desenvolvimento é uma estratégia utilizada para identificar áreas específicas de atraso no desenvolvimento da criança. A partir de testes específicos para cada faixa etária, dos 0 aos 5 anos, são avaliadas as seguintes habilidades da criança:

  • Cognitiva
  • Motora
  • Comunicativa
  • Social/emocional
  • Adaptativa

Para que serve?

Ao identificar as áreas em que o desenvolvimento da criança está atrasado em relação ao esperado para a idade, a avaliação do desenvolvimento permite indicar o foco e o tipo de tratamento necessários para que a criança desenvolva o máximo do seu potencial individual. A avaliação também permite identificar os pontos de maior habilidade da criança, que podem ser importantes na construção de uma estratégia de remediação dos atrasos.

A avaliação pode também ser realizada com o objetivo de complementar uma investigação médica mais ampla que busque identificar a causa do atraso (etiologia). Por fim, a avaliação permite o acompanhamento seriado da criança, monitorando os efeitos e, por vezes, reorientando o rumo da intervenção/tratamento que a criança vem recebendo.

Para quem é indicado?

Todas as crianças com suspeita de atraso no desenvolvimento devem ser avaliadas. A suspeita de um atraso frequentemente parte dos próprios pais ou da escola, não havendo necessidade de um encaminhamento médico específico.

Crianças sem suspeita de atraso, mas com fatores de risco importantes para um atraso no desenvolvimento, também podem se beneficiar de uma avaliação completa, de modo a iniciar precocemente o tratamento (quando necessário):

  • Prematuridade (<34 semanas de gestação)
  • Baixo peso ao nascer (<1500 gramas)
  • Síndromes genéticas (síndrome de Down, síndrome de Williams, síndrome do X-frágil, síndrome de Prader-Willi, síndrome de Angelmann, entre outras) ou outras mutações identificadas em testes moleculares
  • Malformações cerebrais congênitas
  • Epilepsia grave/refratária
  • Deficiência visual/auditiva
  • Infecções congênitas
  • Internação prolongada em UTI no período neonatal

Como é feita a avaliação?

1ª etapa – entrevista inicial: realizada apenas com os pais. São coletadas todas as informações relevantes sobre a história da criança, desde a gestação até o momento atual, incluindo história familiar, diagnósticos e tratamentos prévios, rotinas e hábitos da família, oportunidades de estimulação no ambiente domiciliar, preocupações específicas da família, entre outros.

2ª etapa –avaliação: realizada com a criança, acompanhada dos pais. São utilizados diversos testes padronizados de avaliação do desenvolvimento da criança, de acordo com a faixa etária e os alvos identificados na 1a consulta.

3ª etapa – devolução: os pais recebem os relatórios finais da avaliação e são orientados em relação aos seus achados, necessidades e opções de tratamento, formas de estimulação, recomendações de acompanhamento, reavaliação periódica e/ou necessidade de investigação adicional; sugestões de adaptações e mudanças na rotina.

Quais os testes utilizados?

Os testes são individualizados de acordo com a idade e o perfil de cada criança, determinados a partir da entrevista inicial. Os testes abaixo são utilizados como guias, roteiros ou referências para a avaliação; contudo, eles não são aplicados integralmente, já que não foram – até o momento – devidamente traduzidos e adaptados para o Brasil, não havendo normas/valores de referência para a nossa população. Os testes avaliam o desenvolvimento de uma forma global, a partir de 5 eixos de análise: desenvolvimento cognitivo, motor, comunicativo/linguagem, sócio-afetivo/emocional e adaptativo..

Avaliação de Movimentos Gerais (GMs)

Idade: até 20 semanas de vida.

O Método de avaliação desenvolvido por Prechtl, General Movements Assessment (GMs) fornece um método rápido, não-invasivo e com bom custo-benefício para avaliações desde o nascimento até 20 semanas de idade corrigida, quando for o caso de nascimento prematuro.

As crianças cujos movimentos gerais estão ausentes ou são anormais estão em maior risco de apresentarem doenças neurológicas, em especial paralisia cerebral. A avaliação de movimentos gerais é utilizada para identificar os movimentos gerais anormais ou ausentes e, dependendo do tipo de anormalidade, pode ser altamente preditiva de paralisia cerebral por cerca de 3 meses de idade pós-termo. A intervenção pode começar muito cedo, com potencialmente melhores resultados, se uma criança é diagnosticada com risco de paralisia cerebral através da Avaliação de Movimentos Gerais. Essa avaliação tem alta confiabilidade e validade. Deixando clara a necessidade iminente de intervenção motora, o que faz desse instrumento uma maneira confiável para reconhecer quais crianças necessitam de tratamento, como estimulação precoce por exemplo.

O meu filho deve receber a Avaliação de Movimentos Gerais (GMs)?

A Avaliação de Movimentos Gerais pode fornecer informações sobre a forma como o sistema neurológico do seu bebê está se desenvolvendo, se for menor do que 20 semanas pós-termo (pós nascimento) e se houveram preocupações médicas no nascimento (como prematuridade, falta de oxigênio, acidente vascular cerebral ou doença cardíaca congênita).

 
A Escala Motora Infantil de Alberta (AIMS)

Idade: 0 a 18 meses.

É uma medida de habilidades motoras grossas infantis utilizada para avaliar o desenvolvimento motor de bebês nascidos a termo ou prematuramente.

A AIMS é uma medida observacional, a partir de um avaliador, baseada no desempenho do desenvolvimento motor infantil do 0 aos 18 meses de idade. Avaliando a criança nos planos supino, prono, sentado e em pé. O ranking percentual da AIMS é semelhante às curvas de crescimento em altura e peso, foi desenvolvido por meio da avaliação de 2200 crianças em Alberta- Canadá, entre 1990-1992.

 
Teste de Desempenho Motor infantil (TIMP)

O TIMP é um teste do comportamento motor funcional em crianças para o uso de profissionais especializados na área de neurodesenvolvimento para avaliar a necessidade de cuidados especiais e intervenções precoces, ou planejamentos de acompanhamento diagnóstico. O TIMP pode ser utilizado para avaliar crianças entre as idades de 34 semanas pós-concepcionais e 4 meses pós-termo. O teste avalia a postura e o controle seletivo do movimento, necessários para o desempenho motor funcional na primeira infância.

 
Bayley Scales of Infant and Toddler Development®, 3a ed.

Idade: 1 a 42 meses

Há muito tempo conhecida como a avaliação de referência para examinar atrasos no desenvolvimento, as Escalas Bayley de Desenvolvimento (Bayley-III) são compostas por cinco sub-escalas. Três escalas são administradas a partir da interação com a criança (cognitivo, motor, linguagem) e duas através de entrevista com os pais (comportamento sócio-emocional, adaptativo).

Indicada para crianças com suspeita de atrasos no desenvolvimento inicial, o Bayley ajuda a determinar a necessidade de uma avaliação aprofundada; indica os pontos fortes, fracos e as competências da criança, para que os pais e os profissionais possam planejar adequadamente o tratamento.

 
Mullen Scales of Early Learning

Idade: 0-68 meses

Avalia cinco áreas e fornece um quadro completo da capacidade cognitiva e motora, apontando pontos fortes e fracos. Ideal para avaliar se a criança está pronta para a entrada na escola.

 
Miller Assessment for Preschoolers (MAP™)

Idade: 2 a 6 anos

Indicado para a avaliação de pré-escolares, especialmente aqueles com quadros leves a moderados de atrasos no desenvolvimento. Fornece uma visão ampla do nível de desenvolvimento de uma criança em comparação com outras crianças da mesma idade.

 
Miller Function & Participation Scales

Idade: 2 a 8 anos incompletos

Utiliza atividades funcionais, jogos e atividades escolares atraentes para as crianças, permitindo avaliar o desenvolvimento de habilidades motoras finas, grossas e visuais. Pode ser utilizada em crianças com comprometimento leve, moderado ou grave.

 
Battelle Developmental Inventory™, Second Edition (BDI-2™)

Idade: 0 a 8 anos

O BDI- 2 mede o progresso sequencial de habilidades e comportamentos da criança ao longo do continuum de desenvolvimento, com medidas de domínio global e de habilidades específicas. Com adaptações e modificações, pode ser utilizado para a avaliação de lactentes e crianças com necessidades especiais ou deficiências. É um instrumento útil também para a avaliação do nível de desenvolvimento previamente e em preparação para o ingresso na escola (podendo auxiliar a decidir, p.ex., a elegibilidade para educação especial).

 

TEST of INFANT MOTOR PERFORMANCE (TIMP)

O TIMP é um teste do comportamento motor funcional em crianças usado por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde em berçários de cuidados especiais e intervenções precoces ou planejamentos de acompanhamento diagnóstico. O TIMP pode ser utilizado para avaliar crianças entre as idades de 34 semanas pós-concepcionais a 4 meses pós-termo. O teste avalia a postura e o controle seletivo do movimento, necessários para o desempenho motor funcional na primeira infância.