Fonoaudiologia

A Fonoaudiologia atua em diferentes áreas, como: motricidade orofacial, voz, audição, distúrbios de linguagem, disfagia, fonoaudiologia hospitalar, fonoaudiologia escolar e fonoaudiologia neurofuncional.

O papel do profissional nestas áreas é de prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação e terapia (habilitação ou reabilitação) de pacientes.

O Conceito Neuroevolutivo Bobath aliado a Fonoaudiologia ajuda a compreender melhor as desordens que afetam a respiração, a fala, os movimentos orais e as funções orais, como sucção, mastigação e deglutição, que seguidamente necessitam de uma mudança postural para que o equilíbrio das funções desorganizadas seja recuperado.

O uso de manuseios que tornem o movimento mais próximo do normal e de facilitações aos movimentos de comer, beber ou durante o brincar são os diferenciais na terapia desenvolvida no CENEFFI, que atua principalmente nas áreas:

 
  • Motricidade orofacial: reorganização das funções estomatognáticas, para correção das alterações mastigatórias e de deglutição que afetam o equilíbrio ou inviabilizam as funções orais que, por vezes, acarretam alterações na fala e alterações de ordem respiratória.
  • Distúrbios de linguagem: atuação para corrigir ou minimizar as alterações da comunicação oral ou escrita.
  • Fonoaudiologia neurofuncional: processo de reabilitação de pacientes com distúrbios neurológicos.
  • Aversão alimentar: trabalho direcionado a diminuição de comportamentos aversivos na região orofacial ou recusa alimentar, normalmente causado por uma experiência negativa ao alimento durante a infância.
 

Comunicação alternativa

Segundo a ASHA – American Speech-Hearing Association (1991), a Comunicação Aumentativa e/ou Alternativa (CAA) é o uso integrado de componentes incluindo símbolos, estratégias, recursos e técnicas utilizados a fim de complementar a comunicação.

Sendo os distúrbios da linguagem um dos campos de atuação do fonoaudiólogo, utiliza-se a Comunicação Alternativa para ampliar e complementar a comunicação de pacientes que apresentam dificuldades na linguagem expressiva. O profissional está apto a avaliar e iniciar o processo de treinamento ao uso do sistema de comunicação indicado ao paciente, promovendo sua independência e integração na sociedade.

No tratamento desenvolvido no CENEFFI, o paciente passa por uma avaliação das habilidades cognitivas e motoras, escolha das opções de acesso a CSA (Comunicação Suplementar e/ou Alternativa), onde o profissional juntamente com a criança e seus responsáveis definirão a forma pela qual será acionado o sistema de comunicação. A partir desta definição, inicia-se o processo de introdução do sistema de comunicação alternativa mais indicado para seu caso, podendo ser de baixa tecnologia, utilizando-se cartões pictográficos, ou de alta tecnologia, através do uso de computador, tablet ou vocalizador.